Fotoenvelhecimento - Delmo Sakabe

Fotoenvelhecimento

Desencadeado pela interação com fatores ambientais, especialmente exposição à radiação UV, o envelhecimento extrínseco (ou fotoenvelhecimento) tem características que o diferencial do envelhecimento cronológico da pele. A radiação mais associada ao processo é a UVA, também utilizada em câmaras de bronzeamento artificial. Embora tenha comprimento de onda mais curto, ela atinge mais profundamente a derme do que a radiação UVB.

Ao penetrar a derme, os raios UVA danificam as fibras de colágeno, o que leva a uma produção de elastina anormal, que por sua vez resulta na produção das enzimas metaloproteinases. Essas enzimas, que reconstroem o colágeno danificado, geralmente acabam operando mal e, assim, degradam ainda mais o colágeno, o que resulta em uma pele “reconstruída” de forma incorreta.

Enquanto na juventude a cútis consegue corrigir naturalmente as alterações provocadas pelo sol, na maturidade não é mais possível reverter esses danos. Assim, conforme o tempo passa a pele incorretamente reconstruída forma rugas e adquire um aspecto envelhecido, e apresenta manchas e lesões pigmentadas. Como a exposição ao Sol tem efeito cumulativo, o dano causado pelos excessos cometidos na infância e adolescência só serão percebidos muito tempo depois.